terça-feira, 31 de maio de 2005
Sabiá
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e ainda é lá
Que hei de ouvir uma sabiá
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Vou deitar à sombra
De uma palmeira
Que já não há
Colher flor
Que já não dá
E algum amor
Talvez possa espantar
As noites que eu não queria
E anunciar o dia
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Não vai ser em vão
que fiz tantos planos
de me enganar como fiz enganos
De me encontrar
Como fiz estradas
De me perder
Fiz de tudo e nada
De te esquecer
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e ainda é lá
Que hei de ouvir uma sabiá
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Vou deitar à sombra
De uma palmeira
Que já não há
Colher flor
Que já não dá
E algum amor
Talvez possa espantar
As noites que eu não queria
E anunciar o dia
Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Não vai ser em vão
que fiz tantos planos
de me enganar como fiz enganos
De me encontrar
Como fiz estradas
De me perder
Fiz de tudo e nada
De te esquecer
quinta-feira, 26 de maio de 2005
Amor
Amor, sonho que mata?
Diz um ditado traidor.
Se é sonho o sonho não mata.
Se mata, não é amor.
Amor, sonho que mata?
Mentira! Só pode ser.
Quero falar o contrário.
Amor? Amor é viver!
Ando sumida deste blog, né?
O que é um blog se não um lugar onde possamos colocar todos os nossos sentimentos, emoções e assim compartilhar nossa vida, nossos sonhos, nossos medos, nossos erros...
Quando aqui cheguei, estava carregada de ideais. Pensava que poderia falar de mim...mais com muito pouco tempo percebi que não poderia. Porque não sou capaz de compartilhar tudo... então me escondo falando meias verdades...
Me sinto só. Extremamente só. Inevitavelmente só. Inexplicavelmente só...
quarta-feira, 20 de abril de 2005
Os dois lados
Deste lado tem meu corpo
Tem o sonho
Tem as ruas gritando luzes e movimento
Tem meu amor tão lento
Tem meu anjo da guarda
Tem o mundo batendo na minha memória
Do outro lado tem outras vidas vivendo na minha vida
Tem pensamentos sérios me esperando na sala de visitas
Tem a morte, as colunas da ordem e da desordem
Um lado é a razão.
É aquele que nos impulsiona à verdadeira realidade chamada vida.
A verdade das complicadas leis da sociedade.
E o lado de sonhos, ilusão.
Da verdade inventada por qualquer ser pensante.
domingo, 10 de abril de 2005
A minha vida, eu preciso mudar todo dia...
Pra escapar desse tempo que tanto me aflige...
Os meus sonhos eu procuro alcançar sempre!
A minha história, eu procuro escrever sempre seguindo meu coração!
Eu espero sempre mais em mim....
Queria fazer desse blog um lugar onde pudesse desabafar tudo... Mais eu não posso.....não devo.... É diferente demais.... Hoje o dia foi tranqüilo....devagar.... acho que ainda é cedo, pois não vi o sol ir embora... Meu ninho agora, se encontra tão quieto, vazio e silencioso, e meus pensamentos marcados pela esperança de que um dia esse tempo vai passar.... Eu digo que sou feliz, mas não completamente. Pois afinal, tenho meus conflitos internos... Mais quem não os tem? Ninguém! A felicidade completa ainda é alvo de busca pela massa... A felicidade completa é utopia... Me sinto tão confusa em relação a estranha
hipótese de uma história diferente...
O que quero dizer....não posso....não devo...
E o que posso, o que seria comum e acreditável por todos...não é real...
Vou colocar aqui uma frase que achei a mais linda e doce...
"E que minha loucura seja perdoada,
Porque metade de mim é amor,
E a outra metade..... também...''
sábado, 2 de abril de 2005
Maria está tristinha...
Ela se sente tão sufocada,
tão limitada e tão presa a um tempo errado.
Um tempo cronológico injusto e que tanto a faz sofrer...
Porque??? Tudo poderia ser tão diferente!
Maria não sabe o que fazer com suas limitações...
Ela tem vontade de correr para o futuro
e ficar lá dormindo esperando o tempo chegar...
Maria está tristinha e decepcionada!
Ela se sente tão sozinha!
Tudo poderia ser tão diferente.
Ela poderia se sentir livre...
Mas ela está presa!
Um dia talvez, ela possa se encontrar
e se sentir feliz!.....
Maria chora.....
Palavra secreta: *******
Ela se sente tão sufocada,
tão limitada e tão presa a um tempo errado.
Um tempo cronológico injusto e que tanto a faz sofrer...
Porque??? Tudo poderia ser tão diferente!
Maria não sabe o que fazer com suas limitações...
Ela tem vontade de correr para o futuro
e ficar lá dormindo esperando o tempo chegar...
Maria está tristinha e decepcionada!
Ela se sente tão sozinha!
Tudo poderia ser tão diferente.
Ela poderia se sentir livre...
Mas ela está presa!
Um dia talvez, ela possa se encontrar
e se sentir feliz!.....
Maria chora.....
Palavra secreta: *******
sexta-feira, 1 de abril de 2005
domingo, 20 de março de 2005
Hoje pela primeira vez estou postando em outro pc.... Estou na casa da minha titia madrinha, em BH. Ela nos convidou para almoçar.... Acho que essa história que aqui coloquei, é o ideal para este momento...
Uma História de amor impossível
Conta a lenda que uma jovem mariposa de corpo frágil e alma sensível - voava ao sabor do vento certa tarde, quando viu uma estrela muito brilhante, e se apaixonou. Excitadíssima, voltou imediatamente para casa, louca para contar à mãe que havia descoberto o que era o amor.
- Que bobagem! - foi a resposta fria que escutou.
- As estrelas não foram feitas para que as mariposas possam voar em torno delas.
Procure um poste ou um abajur, e se apaixone por algo assim; para isso nós fomos criadas.
Decepcionada, a mariposa resolveu simplesmente ignorar o comentário da mãe, e permitiu-se ficar de novo alegre com a sua descoberta. "Que maravilha poder sonhar!" pensava.
Na noite seguinte, a estrela continuava no mesmo lugar, e ela decidiu que iria subir até o céu, voar em torno daquela luz radiante, e demonstrar seu amor. Foi muito difícil ir além da altura com a qual estava acostumada, mas conseguiu subir alguns metros acima do seu vôo normal. Entendeu que, se cada dia progredisse um pouquinho, iria terminar chegando na estrela, então armou-se de paciência e começou a tentar vencer a distância que a separava de seu amor. Esperava com ansiedade que a noite descesse, e quando via os primeiros raios da estrela, batia ansiosamente suas asas em direção ao firmamento.
Sua mãe ficava cada vez mais furiosa:
- Estou muito decepcionada com a minha filha - dizia.
- Todas as suas irmãs, primas e sobrinhas já têm lindas queimaduras nas asas, provocadas por lâmpadas! Só o calor de uma lâmpada é capaz de aquecer o coração de uma mariposa; você devia deixar de lado estes sonhos inúteis, e arranjar um amor que possa atingir. A jovem mariposa, irritada porque ninguém respeitava o que sentia, resolveu sair de casa. Mas, no fundo - como, aliás, sempre acontece - ficou marcada pelas palavras da mãe, e achou que ela tinha razão. Por algum tempo, tentou esquecer a estrela e apaixonar- se pela luz dos abajures de casas suntuosas, pelas luminárias que mostravam as cores de quadros magníficos, pelo fogo das velas que queimavam nas mais belas catedrais do mundo. Mas seu coração não conseguia esquecer a estrela, e, depois de ver que a vida sem o seu verdadeiro amor não tinha sentido, resolveu retomar sua caminhada em direção ao céu. Noite após noite, tentava voar o mais alto possível, mas quando a manhã chegava, estava com o corpo gelado e a alma mergulhada na tristeza. Entretanto, à medida que ia ficando mais velha, passou a prestar atenção em tudo que via à sua volta. Lá do alto, podia enxergar as cidades cheias de luzes, onde provavelmente suas primas, irmãs e sobrinhas já tinham encontrado um amor. Via as montanhas geladas, os oceanos com ondas gigantescas, as nuvens que mudavam de forma a cada minuto. A mariposa começou a amar cada vez mais sua estrela, porque era ela quem a empurrava para ver um mundo tão rico e tão lindo.
Muito tempo se passou, e um belo dia ela resolveu voltar à sua casa. Foi então que soube pelos vizinhos que sua mãe, suas irmãs, primas e sobrinhas, e todas as mariposas que havia conhecido já tinham morrido queimadas nas lâmpadas e nas chamas das velas, destruídas pelo amor que julgavam fácil. A mariposa, embora jamais tenha conseguido chegar à sua estrela, viveu muitos anos ainda, descobrindo toda noite algo diferente e interessante. E compreendendo que, às vezes, os amores impossíveis trazem muito mais alegrias e benefícios que aqueles que estão ao alcance de nossas mãos.
Paulo Coelho
Uma História de amor impossível
Conta a lenda que uma jovem mariposa de corpo frágil e alma sensível - voava ao sabor do vento certa tarde, quando viu uma estrela muito brilhante, e se apaixonou. Excitadíssima, voltou imediatamente para casa, louca para contar à mãe que havia descoberto o que era o amor.
- Que bobagem! - foi a resposta fria que escutou.
- As estrelas não foram feitas para que as mariposas possam voar em torno delas.
Procure um poste ou um abajur, e se apaixone por algo assim; para isso nós fomos criadas.
Decepcionada, a mariposa resolveu simplesmente ignorar o comentário da mãe, e permitiu-se ficar de novo alegre com a sua descoberta. "Que maravilha poder sonhar!" pensava.
Na noite seguinte, a estrela continuava no mesmo lugar, e ela decidiu que iria subir até o céu, voar em torno daquela luz radiante, e demonstrar seu amor. Foi muito difícil ir além da altura com a qual estava acostumada, mas conseguiu subir alguns metros acima do seu vôo normal. Entendeu que, se cada dia progredisse um pouquinho, iria terminar chegando na estrela, então armou-se de paciência e começou a tentar vencer a distância que a separava de seu amor. Esperava com ansiedade que a noite descesse, e quando via os primeiros raios da estrela, batia ansiosamente suas asas em direção ao firmamento.
Sua mãe ficava cada vez mais furiosa:
- Estou muito decepcionada com a minha filha - dizia.
- Todas as suas irmãs, primas e sobrinhas já têm lindas queimaduras nas asas, provocadas por lâmpadas! Só o calor de uma lâmpada é capaz de aquecer o coração de uma mariposa; você devia deixar de lado estes sonhos inúteis, e arranjar um amor que possa atingir. A jovem mariposa, irritada porque ninguém respeitava o que sentia, resolveu sair de casa. Mas, no fundo - como, aliás, sempre acontece - ficou marcada pelas palavras da mãe, e achou que ela tinha razão. Por algum tempo, tentou esquecer a estrela e apaixonar- se pela luz dos abajures de casas suntuosas, pelas luminárias que mostravam as cores de quadros magníficos, pelo fogo das velas que queimavam nas mais belas catedrais do mundo. Mas seu coração não conseguia esquecer a estrela, e, depois de ver que a vida sem o seu verdadeiro amor não tinha sentido, resolveu retomar sua caminhada em direção ao céu. Noite após noite, tentava voar o mais alto possível, mas quando a manhã chegava, estava com o corpo gelado e a alma mergulhada na tristeza. Entretanto, à medida que ia ficando mais velha, passou a prestar atenção em tudo que via à sua volta. Lá do alto, podia enxergar as cidades cheias de luzes, onde provavelmente suas primas, irmãs e sobrinhas já tinham encontrado um amor. Via as montanhas geladas, os oceanos com ondas gigantescas, as nuvens que mudavam de forma a cada minuto. A mariposa começou a amar cada vez mais sua estrela, porque era ela quem a empurrava para ver um mundo tão rico e tão lindo.
Muito tempo se passou, e um belo dia ela resolveu voltar à sua casa. Foi então que soube pelos vizinhos que sua mãe, suas irmãs, primas e sobrinhas, e todas as mariposas que havia conhecido já tinham morrido queimadas nas lâmpadas e nas chamas das velas, destruídas pelo amor que julgavam fácil. A mariposa, embora jamais tenha conseguido chegar à sua estrela, viveu muitos anos ainda, descobrindo toda noite algo diferente e interessante. E compreendendo que, às vezes, os amores impossíveis trazem muito mais alegrias e benefícios que aqueles que estão ao alcance de nossas mãos.
Paulo Coelho
quarta-feira, 16 de março de 2005
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