quinta-feira, 3 de agosto de 2006

FAZENDO AS MALAS...



(melhor dizendo: a Terra que me perdoe, mas já vou indo...)



Estou à procura de um cometa que me leve pra bem longe daqui...

Vou-me embora para o meu planeta distante. Lá o essencial é invisível aos olhos. Só se vê bem com o coração... Lá as estrelas têm risadas melódicas. Você pode ouvir daí? Lá não existe preconceito e nem pessoas de coração pelas metades. Tudo é tão completo... Lá eu posso ser tudo o que quiser. Serei a linha e a entrelinha. Serei o verso e a prosa. Lá não existe desigualdade social. Somos felizes bem assim... Nada mais importa. Se nada mais nos resta, tudo ainda nos resta. Nos resta a liberdade. Uma vida sem censura. Sem culpa... Nos resta o perfume da rosa delicada. Nos resta o vento suave. Nos resta a música dos acordes mais perfeitos, onde sentimos cada compasso como se fosse o único... Quando eu me sentir só, terei a rosa. Quando eu estiver triste, você também fugirá... Eu sei...

Sim. Lá em meu planeta vou ser feliz sem hora marcada. A minha idade será a mesma dos meus pensamentos. Não serei amiga do rei e a minha loucura será perdoada. Serei exagerada e dramática sem medidas. O Amor terá o cheiro do ar e o perfume o cheiro do Amor!.. Sim... Lá serei feliz sem o segundo marcado e quando o minuto chegar estarei amando e não entendendo nada. E pra que entender se o melhor é sentir? E eu já tenho dito que eu muito sinto e sinto muito...E meu coração só me serve assim...

Levo teclado, bateria, papel, caneta e coração. E isso é tudo o que eu preciso...

Pequenino planeta meu. Ah, doce planeta. Quero ver a lua daí. Ela brilhará mais. Poderei conversar com as estrelas e não serei chamada de louca!! Porque loucura é só uma conseqüência por lá.... E vou sorrir ao contar estrelas num céu onde tudo parece ser feito de lusinhas cheirosas... Parece maluco pra você? E em alguma delas, de longe, você reconhecerá minha letra ou minha nota.


ps: Alguém aí quer fugir comigo sem culpa e sem medo?

quarta-feira, 19 de julho de 2006

Dois sonhos em uma noite



Sonhei que estava fazendo vestibular de música. Todos os semitons se confundiam em minha mente. As armaduras, as claves. Cromáticos, diatônicos, ascendentes, descendentes...
O sustenido parece que tinha pernas. Andava sobre o papel de um lado para o outro só pra me confundir. Mas enfim... Nunca formei acordes com tanta facilidade! Todas as notas riam pra mim. Riam de mim. Aquelas risadinhas agudas... Estou com elas na cabeça até agora. Lá no fundo de mim, a música mais linda tocava. Eu sabia o tom, eu sabia o que queria. Eu sabia...

Depois desse sonho, não sei bem se acordei ou não... Sonhei então que entrava numa espécie de túnel muito escuro. Eu não conseguia ver nada. E uma porta se abriu, dando um pouco de luz ao ambiente. Lá dentro era tudo bem claro. Dentro daquela salinha, encontrei todo o tipo de material de enfermagem. Seringas, agulhas...(ai, isso me dá arrepios!). E até algumas pomadas e comprimidos. Saí... Mais à frente, encontrei uma pequena cantina. Vazia, silenciosa, escura... Salgadinhos diversos, sucos, refrigerantes... Tudo! Saí... Que faria eu em uma cantina vazia? Então cheguei a uma parte daquele túnel em que a luz engolia a escuridão aos poucos. Quando de repente, me deparei com um jardim imenso e florido. Ao meu lado, orquídeas cor-de-rosa. A minha frente, rosas vermelhas. Flores roxas (não sei como elas se chamam, mas me lembro que eram lindas!!). O paraíso estava ali, perto de mim. E eu sentia que toda a escuridão do túnel valia a pena. O som dos pássaros mais coloridos. As borboletas que voavam em bandos grandes, umas dez borboletas, como dificilmente se vê por aqui... Um gramado verdinho, parecia um tapete. Árvores que me lembravam sorvete. Parece louco né? E era ali. Exatamente ali que eu queria estar.

ps: aproveito a oportunidade do primeiro sonho pra contar que no fim desse ano termino meu curso de teclado. E em 2007, estarei começando guitarra!! Estou muito, muito feliz por isso. AMO, AMO MÚSICA!! Quero arrebentar todas as cordas da minha imaginação!

quinta-feira, 13 de julho de 2006

QUANDO O CORAÇÃO MAIS PRECISA




Mão que aquece mão
Mão dada que revela
Todo e qualquer sentimento
Que se dá de bandeira

Mão que chama
Que instiga à rima
Que faz o verso
Que escolhe a letra

Mão que seduz a palavra
E pede verbos
Pra traduzir
O enigma dos sentimentos

Mão que carrega o coração
E que escreve poesia
Que implora pelo sentir
E que faz a prosa

Mão que meche e re-meche
Com as emoções alheias
Que entra em ação
Quando o coração mais precisa

...e o meu coração precisa tanto agora!...


ps1: Agradeço os lindos comentários que fazem meu coração se sentir um pouco menos carente. ^^

ps2: Obrigada aos que me entendem e me aceitam de verdade.

Um beijo, pessoas queridas!

SEM MAIS.
ATÉ HÁ MAIS.
MAS O "MAIS"...
NÃO CONSIGO...

segunda-feira, 3 de julho de 2006

ENTRE-MIL, SIL




Sonhadora ao extremo. Esforçada, determinada. Sou eu... Amo tudo o que está ligado à vida. Não gosto de nada apagado. Adoro cores alegres e acredito que elas tragam boas energias, assim como meus anjos de porcelana que tanto amo. Sou brincalhona. Às vezes tímida, mas depois de te conhecer, posso ser até extrovertida demais. Tenho facilidade em expor fatos. Tenho personalidade. Pois bem: Se não quer ouvir a verdade, não me peça opinião. Sou do que é justo. Não sou preconceituosa. Sou atrevida pra usar e abusar da minha criatividade. Dou meus sentimentos de bandeira. Não tenho vergonha deles. Às vezes falo antes de pensar. Às vezes penso e não falo. Sou boa ouvinte e boa conselheira. Dou muito valor a pessoas sensíveis. Acho que o sentir aflorado é pra poucos num mundo onde as pessoas vivem se desrespeitando. Gosto de dias quentes. Corações quentes. Pessoas que se dão. Procuro ser educada com todos. Isso faz toda a diferença. Às vezes cativamos alguém com um sorriso, com um gesto, com uma palavra. Sou doce e meiga, sim. Quietinha e santinha, não. Sou boazinha desde que você me respeite. Considero o respeito mais que essencial nas relações humanas. Não tente me rotular. Não tente me definir se não me conhecer bem. Não faça pré-julgamentos sobre mim, tomando por base o que pareço ser. Não sou mais uma. Sou a Silvia que você só vai entender quando conhecer.
Adoro noites de lua cheia. Não gosto de acordar cedo, apesar de fazê-lo todos os dias. Não gosto de pepino e nem de beterraba. Não gosto de perfumes fortes, por isso uso Natura Mamãe Bebê ou Natura Menina (e não tenho vergonha de falar!!!). Gosto de Diamante Negro e Choquito não me desce. Adoro mini-saia! Uso canetas brilhantes. Tenho folhas de fichário da Capricho. Amo borboletas azuis. Flores amarelas. Tenho meus dias com cara de moletom (obrigada, amiga Ka!!!). Toco teclado, bateria. Levo a vida cantando. É assim que sinto meu coração. Palavras me tocam tanto quanto notas. Tenho poucos amigos, apesar de ter várias pessoas que me querem bem. Sou exigente. Preciso te conhecer bem primeiro pra saber se gosto ou não. O seu rosto bonito e seu corpo malhado não me bastam. Não consigo trocar de amor assim: como se troca de roupa...
E não quero mudar! Assim desejo, assim me vejo: Quero sempre ter o coração louco, que me impulsiona e me faz sensível, dando asas à minha imaginação que faz voar o meu ser. Quero o meu viver intenso e o meu sonhar contínuo. Vou ser sempre do exagero, manteiga derretida. Por mais que eu tropece, caia de cara no chão (ou de bunda)... Mesmo que meu coração esteja em mil pedaços e minha mente em mil pensamentos, nunca quero perder a sensibilidade. Sei que o tempo passa e leva consigo tantas coisas...Que ele me deixe o brilho no olhar. Que não me roube a palavra, que não me roube a inspiração...

Normal ou anormal...
Mais uma ou menos uma...

DECIFRA-ME.

Traduz tudo o que meu coração grita.
E então me ama...

sábado, 1 de julho de 2006

Volta pra casa e diz que me ama




Esquece de tudo. Não fique triste. Volta pra casa e diz que me ama. Eu gosto... Mesmo que seja mentira. Mesmo que seus olhos revelem, eu gosto... Rotina faz parte da vida...

domingo, 25 de junho de 2006

"Amar será dar de presente ao outro a própria solidão?"

Amor que desenterra solidão
Que faz brotar o desejo
Que seduz a palavra
Que dá inspiração

Amor que se dá pela paixão
Que nos faz conhecer todo sentimento
Que faz o bater do coração
Que faz o voar da alma

Amor que desperta
Que repete
Que anseia
Que aquece

Amor que molha o lábio
Que não deixa morno
Que abala e embala
Que tira o fôlego

Amor com direito a noites de reticências
Direito a papo cabeça
Direito a sonhos malucos
E dias frios pra se passar junto

Amor com o sentir aflorado
Cheio de enigmas
A serem descobertos
Porque amor se descobre todo dia

Amor que acompanha
Que renova
Que dá calmaria
Nos dias em que nada é tranqüilo

Amor é companheirismo diário
É preocupar-se
É querer parar o tempo
Para sentir um ao outro

É um toque de sutileza
Que nos entorpece
Que nos enlouquece
Que nos faz perder o juízo

E nós não queremos parar
Se ainda existe emoção
Se ainda há graça no momento
Então continuamos amando

Se respiramos um ao outro
Se o abraço é quentinho
Se os corpos se juntam em sintonia
Então isso é amor

Rodeados de prós e contras
Resistindo ao mundo
Que insiste em triturar
E fazer tudo parecer contrário

E continuamos amando...

Amamos até não dar mais
Porque é esse o sentimento
Que nos invade por dentro
Que nos impulsiona ao desejo

Somos todos carentes

E continuamos amando...

domingo, 18 de junho de 2006

Duas maritacas e uma história



Certa vez, ganhei de meu avô (saudades) uma maritaca que chamei de Zui. Verde, amarela, azul... Linda!

Um dia, Zui morreu. Durante a noite, uma coruja conseguiu enfiar o bico por entre os arames de sua gaiola que ficava frente nossa casa. E furou um dos olhinhos de Zui, cegando-o completamente. Fez também um corte profundo em seu pescoço. Deixando-o quase a cair...

(Meus olhos enchem-se de lágrimas só de lembrar...)

Cuidamos muito dela. Mas a sua partida foi inevitável. Se foi e deixou saudades...

(...)

Depois de um tempo, ganhei outra maritaca que era muito parecida com Zui. Tinha as mesmas asas coloridas e era igualmente linda!

Um dia ela também se foi... Escapuliu de tal forma que não conseguimos encontrá-la novamente. Não se sabe por onde anda. Talvez ela já esteja morta. Era um pássaro de gaiola e, provavelmente, não sobreviveria muito tempo solta. Era tão indefesa...


É. No momento estou sem maritaca.


Como tudo é tão efêmero!!! Pessoas, a vida passa e nos leva junto com ela. Então viramos pó. A expressão' NUNCA MAIS' me dá arrepios.
Zui nunca mais abriria suas asas pra mostrar a sua penugem bonita. Não. Nunca mais.


Me parece gozada a forma como estamos sempre em busca de preencher os espaços vazios. Estamos sempre tentando, de uma maneira ou de outra, esquecer o que se foi e quem se foi, dando lugar ao que vem. Devemos viver todos os momentos da vida com a maior intensidade possível desfrutando bem de tudo que ela pode oferecer.

domingo, 11 de junho de 2006



"Meu amor
Ah, se eu pudesse te abraçar agora
Poder parar o tempo nessa hora..."





Queria eu ter um namorado. Que achasse que cada segundo ao meu lado é importante. Que, quando deitada em seu colo, fizesse cafuné em meus cabelos. Que cantasse comigo a nossa canção.

(Queria ter uma canção...)

Que ele me abraçasse forte, me fazendo sentir que o tempo pode parar. Que me beijasse de um jeito que eu jamais pudesse esquecer. Que gostasse da lua, assim como eu. Que contássemos estrelas até sorrir. Que víssemos "Doce Novembro" algumas tantas vezes juntos e decorássemos cena por cena. Ah!... Queria um namorado que escrevesse bonito pra tatuar meu coração com palavras. Que fizesse planos e me incluísse neles. Que, de mãos dadas comigo, dissesse o quanto eu lhe faço feliz. Que conhecesse os meus olhares. Que decifrasse meus desejos mais secretos. Que gostasse de Pink Floyd. Que lesse meu coração. Que dissesse que desenho bonito. Que não tivesse medo... Que tivesse coragem de me levar em seus sonhos. Que se deixasse cativar.

(Que afastasse meu tom de solidão...)

...queria eu ter um namorado. Que acreditasse tanto no amor quanto eu!


(...)
...ah, o amor que me envolve em reticências...
(...)




ps: Á todos os e-namorados, que tenham um dia bonito com gosto de ternura e cheiro de desejo. Um dia pra ficarem juntinhos, colorindo corações, preenchendo relações e reavivando os sentimentos. Dia pra aflorar emoções, fazer planos, escrever poesia e abusar da inspiração...

quarta-feira, 7 de junho de 2006

IR-E-VIR


(melhor dizendo: a razão que o coração não entende. Porque é que as pessoas se vão quando sentimos que ainda precisamos delas??)




Sei que somos seres mutantes. E, como diz a frase: A fila anda...
Pessoas entram e saem das nossas vidas constantemente. Inevitavelmente. Inexplicavelmente. Deixam lembranças com direito a reticências... Levam um pouco de nós, deixam um pouco de si. E se vão... O ir-e-vir da vida, pra mim, é deprimente. Temos que nos acostumar com a ausência das pessoas, reconstruir o coração e seguir. Temos que continuar porque o mundo não pára pra que possamos nos recompor.

Então você tenta esquecer. Tira férias da saudade e, depois de um tempo, se lembra de um montão de gente que já passou pela sua vida. Percebe a importância que elas tiveram, do quanto lhe fizeram feliz e das tantas emoções que lhe proporcionaram.
Aquele que te despertou o primeiro amor. Uma amizade que parecia ser infinita. Uma voz doce que te fez sorrir tantas vezes. Um professor dos tempos de pré que soube te ensinar muito mais do que palavras. Te bate aquela angústia, um nó na garganta e lágrimas pra encher um balde. Você sofre. Mas no fundo, sabe que o tempo passou... E ele sabe bem como esfriar relações e apagar sentimentos. E de repente, pode ser muito tarde para reconstruir amizades ou reinventar amores...

domingo, 4 de junho de 2006



Hoje meu canteiro está florido. O dia amanheceu ensolarado. O céu está num azul intenso que dá alegria ao meu ser. Meus cabelos estão despenteados. Ainda estou de pijama. Dormi bem. Acordei feliz...