sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A NOSSA ALEGRIA


Seja quem for
Aconteça o que acontecer
Nada e nem ninguém vai mudar
Tudo isso que eu sinto por você

E o isso não tem nome
Não tem modo, não tem forma
Isso é isso tudo
Que o coração nunca decora

E é por isso que ele dispara
Bate descompassado como o amor meu
E é por isso que a gente continua cantando
A alegria desse tudo que é todo seu

Ator da minha vida
Senhor da minha história
Serei tua flor
Tua cor e tua dor
Mas por favor:

Entenda o meu humor
Que eu adoro o teu odor
Que eu suporto o teu vigor
E esse teu pudor

Faz de mim o teu calor
Do meu beijo, tua magia e poesia
E do meu mais profundo incolor...
A nossa alegria!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

EU SOU GENTE


Gente que se emociona todo dia. Gente que chora e ri e não sabe o motivo. Gente que chora e ri ao mesmo tempo, mas que ri de quase tudo. Gente que faz brincadeira idiota, gente que parece meio doida, mas no fundo sabe muito bem o que quer. Sou gente que escreve escutando Belle and Sebastian (como agora). Gente que tem gastura de piercings no umbigo (!!!), de gente que conversa cutucando (embora eu também cutuque de vez em quando) e mais gastura ainda de que cortem minhas próprias unhas dos pés (???).

Gente que pinta a unha antes de ir dormir e acorda com ela toda amassada e nunca aprende a lição. Gente que passa lápis todo dia e que, de vez em quando, tem inflamação nos olhos por causa disso. Gente que tem os pés no chão e a cabeça nas nuvens. Gente que quer ser independente e não sonha mais em casar, por achar (e às vezes até ter certeza) que nunca vai encontrar alguém com os mesmos planos, idéias e ideais. Gente que já deixou de acreditar em muita coisa e que, muito cedo viveu coisa de gente grande, mas nunca reclamou disso. (Ela bem que queria ser grande). Gente que tem coragem pra questionar o Deus, o amor, pra questionar a vida e questionar os outros, mas que morre de medo quando o assunto é si mesma.

Gente que muda de humor mil vezes durante o dia e que tem sérios problemas quanto a choques de felicidade aguda e incontrolável, repentinamente. Gente que nem sempre sabe do que está falando, que gagueja de vez em quando e que vive com um “o quê?” na boca, pra ganhar tempo pra pensar no que vai responder. Gente que fala sem pensar, que age por impulso todas às vezes e, por incrível que pareça, às vezes até faz a coisa certa. Gente que tem dó de pouca gente e que chora baixinho antes de dormir de vez em quando pensando o que seria da sua vida sem seus pais. Gente meio boba, meio burra. Às vezes muito sentimental e outras vezes muito fria e calculista. Gente como você. Gente como a gente, que tem um monte de caras, um monte de risadas (da mais escandalosa até aquela do tipo “nem teve graça...”). Gente que tem sua própria personalidade e não é nada influenciável. Gente que sente saudade, raiva, alegria, tristeza (às vezes tudo ao mesmo tempo). Gente que não tem sangue de barata. Não tem teto de vidro. E que aprendeu a não estar nem aí pra quem não tá aqui, me tolerando desses tantos modos.

Esse texto é pra quem tá aqui. Comigo. É pro meu pai e pra minha mãe, que me amam incondicionalmente, mesmo sabendo que eu não sou fácil. Sabendo dos meus venenos, das minhas angústias, dos meus milhões de defeitos, dos meus perigos, dos meus amores. Meus pais são minha única certeza. Eles sim. Sabem de tudo. Sempre souberam. Sempre fizeram parte. E sempre vão estar aqui. Sabendo das minhas fraquezas, medos, crises. Conhecendo meu sono e meu sonho e lutando pela minha felicidade tanto ou mais que eu mesma. Sabendo da minha gula com comida gostosa e das minhas manias mais idiotas. Mas sabendo ainda que, apesar de tudo isso, amor dentro de mim eu tenho!

domingo, 31 de agosto de 2008

DA COR DE UM ABRAÇO




Você tem os olhos da cor do mato
Da cor dos meus
Da cor de um abraço

Você tem um sorriso de galã
Que sempre me impede de prestar atenção no que você fala
Enquanto sorri, sorri, sorri
(Sim, você é o cara mais bonito que eu já vi.)

Porque você fica bonito até de óculos
E é o único homem que conheço
Que fica lindo de barba
De bermuda, de moletom, de gravata...

Você conversa segurando a minha mão
Você conversa segurando o meu coração
Você sabe que me tem na mão
Você sabe que tem meu coração

E, por enquanto, meu amor
Eu só te olho com o canto do olho
Mas o dia que o meu olhar tropeçar no seu
E por ali se encontrar...

Nesse dia a gente vai saber
Que não há tempo a perder
Que agora é hora de viver
Que agora é hora de se perder
E se encontrar um no outro
Todo dia.

Nesse dia eu vou de novo
Jurar que é pra sempre
Amar intensamente
E ficar (e não ser) feliz ao lado seu.


(porque SER feliz não existe.)

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

"A gente morre é pra provar que viveu."

Se tem uma coisa que eu já aprendi nessa vida (to tentando colocar em prática) é deixar as pessoas que eu amo sempre com palavras carinhosas, porque, já dizia William Shakespeare: “pode ser a última vez que as vejamos”. Isso é cem por cento verdade, e se a gente pensasse mais à respeito, poderíamos evitar muita dor e arrependimento pelo não dito (ou pelo mal dito). A gente nunca imagina, nunca passa pela nossa cabeça, quando pode ser a nossa última vez com alguém. Você aí, que tem um namorado, marido, um filho, pai e mãe vivos, um amigo inseparável, um amor impossível ou alguém de quem você goste de verdade... Já imaginou que qualquer minuto e instante e segundo pode ser o último? O risco é inevitável. “Até quando?” é uma pergunta sem resposta. Sabemos que existimos, mas essa nossa existência é só uma viagem, uma passagem.

A gente tem validade sim, uma validade que desconhecemos e só cabe ao destino deixar tudo acontecer na hora certa. E até o amor que sentimos tem validade. Lembre-se de quantos “eu te amo” você já disse na vida. Talvez metade desses amores já tenham sido destruídos pelo tempo, distância, desgaste, rotina... Ou separados pelas próprias circunstâncias da vida. Ou já tenham morrido amassados por um dos lados, que simplesmente não amou (amor não é de alma, é entre almas). Não. Definitivamente: não é só a morte que separa. Se fosse assim, seria mesmo muito belo, do jeitinho que o padre e Deus querem que seja. Mas infelizmente, meu caro, os sentimentos são tão vulneráveis que qualquer pedrinha no caminho, faz e desfaz o amor. Constrói e desconstrói. Tudo rápido assim, com a velocidade da luz.

É. Com a mesma velocidade com que o Palace II desmoronou. Com a mesma velocidade com que as torres gêmeas desabaram. Com a mesma velocidade com que o avião da TAM bateu no prédio da própria TAM e matou 197 pessoas. Uma mãe que permitiu que suas duas únicas filhas viajassem com a avó para o exterior nunca imaginou que ficaria órfã e perderia seus maiores tesouros. Nunca imaginou que aquela despedida acompanhada de beijos e muitos “Volta logo, que eu vou morrer de saudade!” seria o último “adeus”, o último beijo, o último abraço, o último EU TE AMO. Se a gente um dia vai ou não ter a chance de reencontrar quem já se foi em outro plano, outra vida ou outro engano... Isso é incerto. O que a gente tem que fazer é viver cada minuto como se fosse o último.

E não foi só a vida dessas 197 pessoas que acabou ali, junto aos destroços do avião, junto ao fogo e à tristeza. E os amigos, o namorado, a esposa, os filhos!? Cada morte leva embora junto consigo muitos sonhos, planos, amores... Muitos desses poderiam ser eternos. Ou não. É importante lembrar que, o que é de verdade não se apaga assim. A gente não sabe o que nos espera depois dessa vida, a gente não sabe se a nossa vidinha tosca vai acabar na próxima esquina. A gente também não sabe se teremos a chance de dizer a quem amamos um último adeus. E nem sabemos se nossa existência é vã ou não. Sabemos quem somos e o que sentimos, mas não sabemos até quando. É por isso que eu desejo a você, caro leitor, sentimentos sinceros e duradouros. Eu desejo que você viva intensamente cada minuto pra, que não ao morrer, descubra que não viveu. E que você ame com toda força que seu coração tiver, até o último instante. Até o último instante de eternidade...

quarta-feira, 21 de maio de 2008

13 de agosto de 2007

Querida Silvia,


As contrações começaram... Esperei por uma hora aproximadamente para certificar-me que continuariam. Ligamos para o médico que havia acompanhado toda a gravidez relatando tudo o que eu estava sentindo. Ele pediu que nos dirigíssemos para o hospital. Infinitos sentimentos e emoções atordoavam meu coração fazendo-o bater aceleradamente. Eu já havia desenhado seus olhos, sua boca, seu nariz, seus cabelos.. Já a conhecia em cada detalhe, coisa de mãe talvez... E cada minuto que se passava mais perto estava o segundo de chorarmos juntas pela primeira vez. Era noite e durante toda ela as contrações continuaram até que o dia amanhece e às nove horas e quarenta e cinco minutos de uma manhã ensolarada o cordão umbilical foi cortado. E tudo se transformou numa emoção que palavras não podem descrever. Seu choro forte e o meu silencioso se confundiam naquela sala grande e cheia de luzes. Quando perto de mim você chegou consegui acariciar-te o nariz e te disse: você é linda!!! Era dia primeiro de dezembro. Ela, Silvia cheia de luz e beleza brindou nossas vidas enchendo-a de encantos e felicidades nunca sonhadas. Silvia, Silvinha, Sil. Transforme sim tudo ao seu redor. Seja sempre luz por onde passar. Canalize a energia da sua inteligência para se tornar cada vez mais sábia não se esquecendo nunca que devemos sempre compartilhar.Que o seu coração nunca se canse de bater, acreditar e sentir. Que o senso de justiça que lhe é nato permaneça por toda a vida tornando-a cada vez mais uma fera-mulher muito especial. TE AMO SILVIA, DAQUI ATÉ A ETERNIDADE!!!
Silvana.



Estas palavras recebi de minha mãe ano passado e hoje compartilho esse amor tão sincero que tenho o prazer de receber todos os dias com vocês!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

PINGOS NOS ÍS.

Preciso das pessoas mais que elas possam imaginar. Mas tem dias que gosto (e até prefiro) estar só. Admito e grito que sou da religião do AMOR. Honro meus princípios e aquilo em que acredito. Embora seja extremamente amorosa, às vezes sou áspera. Arranho feito farpa, embora amor dentro de mim não falte. Não tenho medo de amar. Quando gosto de alguém, gosto de verdade. Sou muito exigente comigo mesma, o que reflete na minha convivência com o outro. Então digamos que cobro da relação como um todo e não de mim e do outro separadamente. Abomino todo e qualquer tipo de preconceito. Prefiro estar perto de quem deixa fluir o que vem do coração.

Gosto dos dias mais quentes. Prefiro as noites de lua cheia. Prefiro guaraná à coca-cola. Amo chocolates, principalmente Diamante Negro. Gosto de brincos de argola, lápis de olho e perfume Flagrant, da Água de Cheiro. Minha cor é vermelho. Quando fico muito triste minha primeira e mais forte reação é dormir, o que não significa descaso.

Não sou pacífica. Tenho personalidade forte, não sei esconder o que penso e o que sinto. Não gosto de gente indecisa. Não gosto do morno, do quase. Não me adapto, não me acostumo e não aceito as regras pré-estabelecidas pela sociedade, luto por aquilo que acho certo e considero justa toda forma de amar! Penso no tempo exato em que falo quase sempre. Escrevo melhor do que falo e não sei calar meu coração. Exageradamente sentimental, choro com livros e filmes. Choro com injustiça. Choro de raiva, de medo e de loucura. Assim. Sem motivo...

Apaixonada por arte. Arte de falar, escrever, tocar, cantar, encenar, dançar. A música... Minha paixão maior! Ar que eu respiro. Meu ponto de equilíbrio. Minha vida! A Dança do Ventre, que me faz sentir bonita, que chegou em minha vida para que eu pudesse desenvolver amor-próprio e auto-aceitação. Aprecio também uma boa leitura. Os livros estimulam os sonhos, a imaginação, a fantasia. Escrever é a minha terapia. Escrevendo liberto meus demônios. Letra e palavra não sabem viver separadas e é aí que mora minha poesia.

Gosto mesmo da palavra amor. Não morre...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

a vida em tons pastéis

cheiro de mato
fogão à lenha
vestido bordado
doce caseiro
boneca de pano
chá de erva-doce
sonhos de menina
lendas
arroz branquinho
feijão novinho
comida quentinha
terra molhada
borboleta rosada
cestinho de frutas
morangos bonitos
almofadas fofinhas
bolinho da vó
princesa de rua
céu estrelado
lua cheia
ritual tão engraçado
pé de amora
limão e acerola
queijo e goiabada
felicidade estampada
melancolia atrasada

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

AMOR DE VERDADE

...e ver os dias correndo no calendário, como pingos de chuva que a gente só percebe quando batem no pára-brisa do carro. E ver a vida passando, tão medíocre sem ser vivida, como maquiagem borrada. E ver o sol nascendo e morrendo todo dia sem ser notado... Não! Há a vida. E ela é demais pra não ser intensamente vivida. Deliberadamente, devidamente, inconseqüentemente, impreterivelmente... Sentida. Segundo por segundo sentida na pele.
Gosto mesmo de abraçar o mar bem forte, sorrir para o sol que me guia. Sentir a onda que quase me leva. (Bem que podia me levar!). Seguir a lua que longe vai. Parar o tempo e caminhar na areia, perto da água tão firme e decidida que... Sim. Quase me leva... Sorrir para a natureza que me envolve. Fazer um coração bonito na areia que o mar certamente levará embora. Cometer um pecado. Tropeçar um pouquinho pra aprender. Tomar muito sol, arder a pele pra saber que o sol, em excesso, queima. Isso é amor de verdade.
Portanto, se perdoe. Se renove. Há a vida. Esperando por nós. E dela só sabemos que existimos. Não é certo até quando. Amanhã é incerto demais para os planos. Há a vida. Em 2008, que a vida tome rumos diferentes. Que os sonhos sejam mais sonhados, mesmo que nem sempre sejam realizados. Que os segundos sejam mais partículas de felicidade extrema. De sorrisos e de amor. Ao infinito.

ps: Viva o Bate-Coração completando três aninhos hoje..! Que feliz... = )

sábado, 22 de dezembro de 2007

MÃ E FÍ, AD INFINITUM.


(Este texto é dedicado a você, que rouba todas as minhas meias e me ama do jeitinho que eu sou.)


Você sabe tudo de mim. Conhece minha angústia maior, meu sorriso verdadeiro e até o brilho dos meus olhos. Sabe da minha TPM absurda, dos meus sonhos, dos meus medos. Você sabe que eu sou uma louca. E você, outra louca. A gente se entende na nossa loucura. A gente se entende naquelas nossas conversas que duram horas. E em todos os segredos que compartilhamos.
Cada dia que passa, nossa amizade se faz mais sincera. Porque você é mais, muito mais que minha mãe. É minha melhor amiga, minha maior confidente, minha luz ou consolo nos dias mais cinzentos... Você é tudo na minha vida! É quem está ao meu lado me fazendo perceber que nada é tão difícil. Me fazendo perceber que no fim tudo dá certo. Me fazendo sorrir... Juntas sempre.
Tudo, absolutamente tudo o que sou, devo a você, que me ensina todo dia como ser uma pessoa melhor. Você não só me deu a vida. Você iluminou a minha vida, porque é uma dádiva viver e conviver com você. Rir e chorar, aprender e amar.

Você é gigante de alma
Gigante de sonhos
Um coração sem fim

Eu te amo. Com o significado máximo que essa expressão carrega. Te amo sempre e pra sempre. Mais que tudo nessa vida. Porque os momentos que compartilhamos são eternos e nada nunca vai mudar a importância que você tem na minha vida. Nada nunca vai mudar tudo o que eu sinto e a admiração que tenho por você, que é um exemplo pra mim. Um exemplo de mulher, de pessoa, de mãe até. Você é ÚNICA e é por isso que está guardada aqui, no meu coração. Eternamente. Incondicionalmente. Intensamente... Meu tudo!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

"E ninguém é eu, e ninguém é você. Esta é a solidão."

Clarice Lispector, em Água viva